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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SEGUE A ORDEM DO DESFILE PARA O CARNAVAL DE SSALVADOR!

A ordem dos desfiles do Carnaval 2016 foi divulgada pelo Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) nesta sexta-feira (20). A lista foi determinada em assembleias promovidas pelo conselho com entidades carnavalescas no mês de outubro. Cerca de 210 entidades vão desfilar pelos circuitos oficiais.
Foram definidas a ordem dos desfiles dos circuitos Sérgio Bezerra (Barra), Osmar (Campo Grande), Dodô (Barra/Ondina) Batatinha (Pelourinho) e Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina). 
Segundo o presidente do Comcar, Pedro Costa, a lista já é definitiva, mas inclui apenas os blocos de trios. “Somente projetos especiais e os trios independentes entram depois na ordem do desfile, porque não estão definidos ainda as atrações”, explicou.
Ainda de acordo com Costa, a lista deve ter mais alterações  no circuito Mestre Bimba, que é considerado circuito oficial pela primeira vez. “Ontem nós tivemos uma reunião no Nordeste de Amaralina à noite, com todos os órgãos da prefeitura, entidades carnavalescas do nordeste, para acertarmos os parâmetros das ações da polícia. Por isso, vamos adaptar ainda a ordem do desfile um pouco”, justificou.
Carlos Gomes
Depois de dois anos fora do circuito do Carnaval, a Rua Carlos Gomes, no Centro, voltará a fazer parte da festa. De acordo com a assessoria da prefeitura, houve um pedido das entidades carnavalescas para reativar o espaço. Desde 2013, os trios que deixam o Campo Grande seguiam pela Avenida Sete de Setembro e encerravam o desfile na Praça Castro Alves.
“Houve uma solicitação enviada pelas entidades carnavalescas, que queriam que o Carnaval voltasse para a modelagem anterior, e ela foi aprovada pelo Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) há cerca de um mês”, afirmou o secretário municipal de Turismo, Isaac Edington. Ele acredita que a mudança terá impacto no turismo e trará mais rendimentos para a cidade.
O presidente do Comcar, Pedro Costa, contou que foram os pedidos dos foliões que motivaram as entidades carnavalescas a solicitar a reativação da Rua Carlos Gomes ao circuito. 
Confira a ordem do desfile abaixo:
CIRCUITO SERGIO BEZERRA - Barra
Dia 3 de fevereiro (quarta- feira)
XUPISCO
GRAVATA DOIDA
CONCENTRA + NÃO SAI
QUERO MAIS
PINGUÇO
CACHASAMBA
INTRADRAMED
AS MOÇAS
AS PIRIQUITAS
SOAGENTÊ
LIGA DA JUSTIÇA
HABEAS COPOS
ALERTA GERAL
BLOQUINHO
ALVARÁ DE SOLTURA
HOJE EU POSSO
A BARCA TRICOLOR
100 COMENTÁRIOS
O CALDO
COME LIXO
CANABRÁS
CERVEJA E PIMBA
OXXI
ARQUILOUCURA
ESQUENTA
PATA DE ONÇA
TURMA DO BASSA
CENSURADA

CIRCUITO OSMAR - Campo Grande/Avenida
Dia 4 de fevereiro (quinta- feira)
ALERTA GERAL
PAGODE TOTAL
BLOCO DA CAPOEIRA
BANKOMA
AMOR E PAIXÃO
PROIBIDO PROIBIR
BLOCO MILLENAR
BIG BLOCO DO GUETHO
QUERO VER O MOMO
SAMBA TERRAMAR
BLOCO SAMBA & FOLIA
CONTRA FLUXO
NAMORAL
CORRENTE DO SAMBA
BLOCO FOGUEIRÃO
DIAMANTE NEGRO
TOALHA DA SAUDADE
SKA REGGAE
BLOCO TOMALIRA
AFOXÉ ACARÁ
REGGAE O BLOCO
BLOCO CULTURAL
BLOCO TURMA DO BASSA

Dia 5 de fevereiro (sexta- feira)
AGENTE FAZ SAÚDE
POLIMANIA
ME DEIXA A VONTADE
BLOCO DOS SERVIDORES PUBLICOS DO 
ESTADO/ BA
SAUDADE É FOLIA
AS EXCLUSIVAS
Q FELICIDADE
ALVORADA
REDUTO DO SAMBA
FILHOS DE MARUJO
CORTEJO AFRO
OLODUM
OS NEGÕES
SOWETO
REDUTO DO SAMBA
MILLENAR
SAMBA POPULAR
CLUBE DO SAMBA
AS SUBURBNAS
CONTRA FLUXO
GERA A DOIS
AS TRANSFORMISTAS
MUTANTES/ARROCHA
COM TODO GAS
NAMORAL
ALABÊ
PAGODÃO
JOGO DE IFÁ
ARCA DE OLORUM
KORIN EFAN
AS INCABULADAS
CHAMEGO AFRO
BLOCO CULTURAL

Dia 6 de fevereiro (sábado), a partir das 10h30
TODO MENINO É UM REI
PEQUENO PRINCIPE DE AIRÁ
ALGODÃO DOCE
RATHAPLAN
BLOCO DA SAUDADE
POLIMANIA
A partir das 13h30 
CANELIGHT
AS MUQUIRANAS
E COM ESSE QUE EU VOU
BOLA CHEIA
BABY LEGUAS
ME DEIXA A VONTADE
PORCO IOIÔ
AS KUVITEIRAS
VEM SAMBAR
MALE DEBALÊ
7 MUZENZA
AMIGOS DE CAJA
DIDA
MUNDO NEGRO
BANKOMA
BLOCO JAKÉ
AXÉ DADÁ
BOKA LOUKA
BLOCO AFINIDADE
QUINTAL DO SAMBA
DIAMANTE NEGRO
JOGO DE IFA
ILÊ AIYÊ
CONTRA FLUXO
FILHOS DE KORIN EFAN
AS SAPATONAS
MANIA DE SAMBAR
MUTANTES
ABUSE E USE
BLOCO CULTURAL
DENGO BAIANO
GINGA DO NEGRO
ARCA DE OLORUM
FOUR DAYS
AMBIENTAL E ECOSSISTEMA
FILHOS DE JHÁ
FILHOS DE NANÃ
SAKU XEIO
SURF REGGAE
NOVA SAGA
ILÊ OIYA

Dia 7 de fevereiro (domingo), a partir das 10h30
MAMULENGO - Infantil
ALGODÃO DOCE -Infantil
IBEJE - Infantil
RHATAPLAN - Infantil
PIERROT DE PLATAFORMA
PIORROT TRADIÇÃO DE PLATAFORMA
A partir das 13:00hs
INTER
CORUJAS
PAPA LEGUAS
CHEIRO DE AMOR / PINEL
TRAZ A MASSA É MASSA
APACHE DO TORORÓ
COMMANCHE DO PELÔ
BLOCÃO DA LIBERDADE
100 CENSURA
BANANA REGGAE
OS NEGÕES
AMBIENTAL E ECOSSITEMA
AMULETO
ALABÊ
CONTRA FLUXO
TEMPERO DE NEGRO
FILHAS DE OLORUM
KAMBALAGWANZE
MUTANTES
FILHOS DE GANDHY
DANÇA BAHIA
FURACÃO 2001
AFRO LIBERDADE
FILHOS DE JHÁ

Dia 8 de fevereiro (segunda - feira), a partir das 10h
CELEBRAÇÃO NA PALMA DA MÃO
BANDA DIDÁ
BLOCO DA SAUDADE
É COM ESSE QUE EU VOU
ALERTA MENTE NEGRA
PAGODÃO DO CAÇOTE
A partir das 13h
AS MUQUIRANAS
CHEIRO DE AMOR / PINEL
MUDANÇA DO GARCIA
TRAZ A MASSA
BOLA CHEIA
YLÊ AIYÊ
100 CENSURA
BLOCÃO DA LIBERDADE
MUNDO NEGRO
JAKÉ
FOUR DAYS
DENGO BAIANO
PAGODÃO
SAMBA TERRAMAR
CONEXÃO TRIBAL
KAYALA DA BAHIA
FURACÃO ALEGRIA
CONTRA FLUXO
AS KUVITEIRAS
FILHOS DE OGUN DE RONDA
FILHOS DE OMOLUM
LAROYIE ARRIBA
ASPIRAL DO REGGAE
ILE OIYA
DANDARA
ÓKAMBÍ
AFINIDADE
FILHOS DE JHÁ

Dia 9 de fevereiro (terça - feira), a partir das 10h
RATHAPLAN - Infantil
VAMOS NESSA - Infantil
PIERROT DE PLATAFORMA
Às 12h30
TRIO BANDA OLODUM (Projeto Especial sem 
corda )
A partir das 13h30
INTER
CORUJAS
ARAKETU sem corda
TRAZ A MASSA
PINEL
AS MUQUIRANAS
OLODUM
COMMANCHE DO PELÔ
MUZENZA
100 CENSURA
CORTEJO AFRO
OS NEGÕES
CONTRA FLUXO
FILHOS DE GANDHY
FILHAS DE GANDHY
ILÊ AIYÊ
DANÇA BAHIA
FURACÃO 2001
OKAMBI
KAMBALAGWANZE

CIRCUITO DODO - BARRA / ONDINA
Dia 4 de fevereiro (quinta-feira)
BABY LEGUAS
SIRI COM TODI
COCOBAMBU
BLOCO YES
HAREM
ALO INTER
TO LIGADO
É MASSA
PEGADA DO SAMBA
BANANA REGGAE
SURF REGGAE
NOVA SAGA

Dia 5 de fevereiro (sexta)
Início as 10h com os Blocos: 
HAPPY
TEEN GATAS E GATOS
A partir das 15h
BABY LEGUAS
VUMBORA
NANA BANANA
TIMBALADA
YES
D +/ BANANA CORAL
ALÔ INTER \ BURBURINHO
PRA FICAR
FISSURA
EU VOU
TO LIGADO
COCOBAMBU / CERVEJA E CIA
SIRI COM TODI
É MASSA
MELOMANIA
PEGADA DO SAMBA

Dia 6 de fevereiro (sábado)
Início às 10h
Infantil 
HAPPY
TEEN GATAS E GATOS
A partir das 14h30
CERVEJA E CIA
VUMBORA
COCOBAMBU
NANA BANANA
PRA FICAR
TIMBALADA
ALÔ INTER \ BURBURINHO
D+/ BANANA CORAL
FISSURA
NU OUTRO/EVA
BLOCO YES
EU VOU
TRIMIX
TO LIGADO
É MASSA
SIRI COM TODI
TARINDO DE Q
MELOMANIA

Dia 7 de fevereiro (domingo)
OLODUM
CAMALEÃO
FECUNDANÇA / PIRRAÇA
MEU E SEU
ME ABRAÇA
LARGADINHO
CROCODILO
TCHAN / PRAIEIRO
BALADA
EVA
CORTEJO AFRO
A MULHERADA
ECOLÓGICO MEIO AMBIENTE
TETETE
ÁGUA DE COCO
COCO PILEKE

Dia 8 de fevereiro (segunda feira)
CAMALEÃO
FILHOS DE GANDHY
FILHAS DE GANDHY
CORUJA
MEU E SEU
ME ABRAÇA
LARGADINHO
CROCODILO
TCHAN / PRAIEIRO
BALADA
TETETE
VEM SAMBAR/PAPO DE SAMBA
ECOLÓGICO MEIO AMBIENTE
ARAKETU
MUZENZA
MALE DEBALE
ÁGUA DE COCO

Dia 9 de março (terça-feira)
CAMALEÃO
CHEIRO DE AMOR
FECUNDANÇA /PIRRAÇA
MEU E SEU
ME ABRAÇA
LARGADINHO
BALADA
TCHAN
TETETE
BANANA REGGAE
ÁGUA DE COCO
KAYALA
JAKÉ
SURF REGGAE

CIRCUITO BATATINHA - CENTRO HISTÓRICO
Dia 4 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 20h
ASSIM SEFAZ
EXPRESSÃO NEGRA
ARCA DO AXÉ
BAHIA EM CENA
BLOCO IDARÁ
FILHOS DE MARÉ
LOROYÊ ARRIBA
SEGURE O SAMBA NÃO DEIXA CAIR
LEVADA DO JEGUE

Dia 5 de fevereiro (sexta-feira), a partir das 16h
TEMPLO DOS ORIXÁS
RELÍQUIAS AFRICANAS
BAHIA EM CENA
AMIGOS DO BABA
AFRICA BAHIA
BLOCO AFRO LIBERDADE
MUTUE
ABI SI AIYE
KORIN NAGO
AGBARA
CONEXÃO TRIBAL
SEGURE O SAMBA NÃO DEIXE CAIR
USINA DE SAMBA
CORISCO
FALA MEU LORO

Dia 6 de fevereiro (sábado), a partir das 15h
MARIPOSAS
FILHAS DE GANDHY
KORIN EFAN
ACARÁ
DANADOS DE COUTOS
LEVADA DO JEGUE
KIZUMBA
ALERTA MENTE NEGRA
TOMALIRA
IMPACTO SONORO
ORIOBÁ
LAROYÊ ARRIBA
SWING DO PELO
CHABIS’C
GINGA DE NEGRO
JOGO DE IFÁ
FURACÃO ALEGRIA

Dia 7 de fevereiro (domingo), a partir das 15h
EXCLUSIVA ( Infantil)
CHABS’C
ABI SI AYE
KIZUMBA
LUAE
OLORUM BABA MI
SO SAMBA DE RODA
BIG BLOCO DO GUETHO
LEVA EU
QUILOMBO
IDARÁ
KORIN NAGO
BACANAS DO PASSO

Dia 8 de fevereiro (segunda feira), a partir das 14h
COMMANCHE ERÊ - Infantil
EXCLUSIVAS – Infantil
A partir de 16h
O MANGUE
FILHOS DE KORIN EFAN
PAI BURUKO
NÃO DEIXE O SAMBA ACABAR
ORIOBÁ
ATAOJÁ
TAMBORES E CORES
CARNAPELÕ
GINGA DE NEGRO
ALABE
ARAIYE
EXPRESSÃO NEGRA
TOMALIRA
AFROBOGUM
INZABA MAZA
CORISCO
QUILOMBO

Dia 17 de fevereiro (terça- feira), a partir das 14h
BLOCO CANELIGHT
A partir das 16h
FILHAS DE OLORUM
SWING DO PELÔ
LUAÊ
ILE OYÁ
FILHOS DE NANA
FILHOS DE OMOLU
TEMPERO DE NEGRO
OBA DE XANGO
KORIN NAGO
OLORUM BABA MI
BLOCÃO DA LIBERDADE

CIRCUITO MESTRE BIMBA - NORDESTE DE AMARALINA
A BERIMBADA
QUABALES
AS DONZELAS
SEDUÇÃO DO SAMBA
COMPLEXO DO SAMBA

Dia 4 de fevereiro, (quinta- feira), a partir das 12h
ASA SURF REGGAE PELA PAZ
DM DE BOA
AS DIREITINHAS
AS DONDOLETES
SAMBA MAINHA

Dia 5 de fevereiro, (sexta- feira), a partir das 12h
OS TOALHINHAS
OS TOALHAS
AS MERENDAS
FURA OLHO
Q.G O BLOCO

Dia 6 de fevereiro, (sábado), a partir das 12h
SAMBACITY
BLOCO BOQUEIRÃO
SOU + DE IR
AMANTES DO NORDESTE
SAMBA NORDESTE
SAMBA DE VELA

Dia 7 de fevereiro, (domingo), a partir das 11h
PIRULITO
VELHA GUARDA
AS PAGODEIRAS
SEM MISÉRIA
MISTURAÊ TUDO DE BOM

Dia 8 de fevereiro, (segunda), a partir das 14h
BALAOZINHO
BLOCO SEILÁ
SWING E MAROTOS
BANDA NOVA REPUBLICA
CHEIO DE CHARME
FILOSOFIA DIO REGGAE

Dia 9 de fevereiro, (terça -feira), a partir das 11h
VOCE BEBEU
COMO NORDESTINO
BLOCO ELITE
A BIRIBADA

Dia 10 de fevereiro, (quarta -feira), a partir das 10h
ARRASTÃO SEM MISÉRIA
ARRASTÃO ABCN - OS DESOCUPADOS

NOVIDADES PARA O CARNAVAL DE SALVADOR!

Para fazer o esquente do Carnaval de 2016 a prefeitura organizou dois dias de festa no novo circuito Orlando Tapajós, que será montado na avenida Oceânica, entre o Clube Espanhol e o Farol da Barra. O pré-carnaval será realizado na semana que antecede a festa oficial, nos dias 30 e 31 de janeiro. Os desfiles acontecem a partir das 15h.
Além do domingo do Furdunço, que acontece no dia 31 de janeiro desde 2014, o folião vai ganhar mais um dia de festa. No sábado (30), será realizado o Fuzuê, que trará para o público um carnaval acústico, com bandas de sopro, percussão e batucada.
Além do Furdunço, pré-carnaval ganha Fuzu
 Os grupos culturais desfilarão no chão, sem carro de som e sem cordas. A ideia, segundo a prefeitura, é fazer uma releitura dos carnavais de época e trazer um novo público para curtir na rua. "Neste dia está totalmente proibido trio elétrico e qualquer tipo de música eletrônica. Nossa ideia é fazer um sábado acústico, de percussão, com música em sua forma genuína e tradicional", disse o prefeito ACM Neto.
Tanto o Fuzuê quanto o Furdunço, que reúne bandinhas e fanfarras, contam com atrações gratuitas e sem cordas. As bandas terão como palco oficial o circuito Orlando Tapajós, que se estende do Clube Espanhol até o Largo do Farol da Barra pela avenida Oceânica. O nome do circuito é uma homenagem ao artista que revolucionou o trio elétrico. 
"É com muita satisfação que estou sendo homenageado nesse circuito. Agradeço ao prefeito por essa homenagem justa. Sou um artista carnavalesco de longas datas. Esse ano completo 60 anos de trio elétrico. Tenho muito orgulho. A minha mamãe dizia 'meu filho você é carnavalesco desde quando estava em minha barriga porque lá você pulava muito'. Ainda estou brincando, pulando e indo pra rua", afirmou Orlando.
Atrações
Entre as atrações confirmadas para o Fuzuê estão os grupos culturais Jacú, Barão, Saku, Cheio, Pierrô de Plataforma, Paraoano Sai Milhó, Kori Efan, As Kiviteiras, Mutuantes, Ganhadeiras de Itapuã, Commanches, mascarados de Maragogipe.
A atrações do Furdunço ainda não foram divulgadas. Segundo a prefeitura, estão em fase de escolha. As bandas e grupos têm até a próxima sexta-feira (27) para se candidatar ao evento. O edital de chamamento está disponível no site www.compras.salvador.ba.gov.br.

COMEÇAM HOJE O CALENDÁRIO FESTIVO DE SALVADOR!

O Verão na Bahia, que começa oficialmente no dia 22 de dezembro, é marcado pelas tradicionais festas populares. O calendário dos festejos, porém, é aberto antes do início da estação mais quente do ano, com a comemoração do Dia Nacional das Baianas de Acarajé e termina só na Quarta-feira de Cinzas.
É preciso ter fôlego e muita energia para curtir tantas festas que atraem turistas baianos, de vários cantos do Brasil e até do mundo. Muitas misturam o sagrado e o profano, com devoção a orixás e santos católicos e com uma boa pitada de farra até o amanhecer. 
Confira todas as notícias sobre a estação mais quente do ano!
Para ajudar a se programar, preparamos um calendário para que você fique por dentro das festas populares. Conheça um pouco sobre cada uma delas, veja os dias e os locais onde elas acontecem e se divirta neste verão. 
25 de Novembro - Dia da BaianaLocal: PelourinhoEsta data abre oficialmente o calendário de festas populares da Bahia e, nada mais justo, que prestar uma homenagem àquela que é o maior símbolo de nossa cultura: a baiana. O evento foi instituído na década de 80 pela Bahiatursa e hoje faz parte do calendário nacional de festas populares, através de lei sancionada pelo ex-presidente Lula. Então, vamos festejar o Dia Nacional da Baiana!
04 de Dezembro - Festa de Santa Bárbara
Local: Centro Histórico e Baixa dos SapateirosNão importa se a homenagem é para Iansã, a deusa dos trovões, ou para Santa Bárbara, a padroeira dos Bombeiros e mercados. O que importa mesmo é que seguidores do candomblé e católicos se unem e pintam o centro histórico de vermelho em uma uma linda manifestação de fé. Durante a festa, que foi considerada Patrimônio Cultural da Bahia em 2008, é servido caruru nos mercados e praças do Centro Histórico.
08 de Dezembro – Festa de Nossa Senhora da Conceição da PraiaLocal: ComércioA comemoração em louvor à Padroeira da Bahia é a mais antiga festa religiosa do Brasil. Desde 1550 os católicos prestam homenagens para Nossa Senhora da Conceição da Praia. Uma novena em louvor à santa prepara os fiéis para o ponto alto dos festejos: uma procissão pelas ruas do Comércio com a imagem de Nossa Senhora da Conceição. À tarde a festa religiosa cede espaço para o profano nas barracas montadas no entorno do templo.
13 de Dezembro – Festa de Santa LuziaLocal: Rua do Pilar, no ComércioAs homenagens à  padroeira dos olhos acontece na Igreja que leva o nome da santa, no Pilar (região do Comércio). Fieis formam uma longa fila para molhar os olhos com a água da Fonte do Pilar, inclusive pessoas com problemas oculares que acreditam nos poderes milagrosos de Santa Luzia.   Os festejos incluem ainda alvorada de fogos, missas e procissão.  
01 de Janeiro – Bom Jesus dos Navegantes  e Festa da Boa ViagemLocal: Comércio, Baía de Todos os Santos e Praia da Boa ViagemEsta é uma das maiores  manifestações de  fé da Bahia. A programação começa no Comércio, na Igreja Conceição da Praia, e depois continua em procissão marítima, quando dezenas de barcos seguem a Galeota Gratidão do Povo pelas águas da Baía de Todos os Santos. O ponto alto da festa é quando os fieis recebem a imagem de Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes na praia da Boa viagem. Aqui também tem espaço para a festa profana, que acontece em vários lugares da Cidade Baixa.
06 de Janeiro – Festa de ReisLocal: Largo da LapinhaA festa que simboliza a visita dos reis magos ao Menino Jesus, movimenta o bairro da Lapinha durante três dias do mês de Janeiro. Ternos, ranchos e pastores, vestindo roupas com tecidos brilhantes e coloridos seguem até a Igreja da Lapinha, onde fica montado um presépio. Além de assistir às apresentações, os visitantes podem aproveitar as comidas e bebidas típicas servidas nas barracas montadas no largo. Para os católicos o Dia de Reis é o momento de guardar os presépios montados no Natal.
14 de Janeiro – Lavagem do BonfimLocal: do Comércio ao BonfimQuem tem fé vai a pé, e em nenhuma outra data isso é tão claro. Charangas, charretes e grupos culturais compõem esta que é a segunda maior festa popular da Bahia,  atrás apenas do Carnaval. Na segunda quarta-feira do mês de Janeiro, baianos e turistas não abrem mão de vestir roupa branca, andar 8km atrás do acelerado cortejo das baianas, subir a colina sagrada e, por fim, se banhar com água benta nas escadarias da Basílica. Os católicos consideram esta uma manifestação profana.
18 de Janeiro – Segunda-feira Gorda da RibeiraLocal: RibeiraÉ realizada na segunda-feira seguinte à Lavagem do Bonfim. Promovida pelos comerciantes que trabalharam na homenagem ao santo mais popular do estado, a festa acontece nas barracas montadas no Largo da Ribeira, onde são servidas bebidas e comidas ao som de muito pagode e arrocha.
26 a 29 de Janeiro - Festa de São LázaroLocal: FederaçãoQuem for à igreja de São Lázaro, na Federação, durante os dias de homenagem ao santo, vai encontrar banho de pipoca nas escadarias e missas durante todo o dia, numa clara demonstração de sincretismo religioso, já que os seguidores do candomblé festejam no mesmo dia Omolú, o orixá protetor das doenças de pele. Uma procissão com pessoas vestidas de branco pelas ruas da Federação é um dos pontos altos da celebração.
02 de Fevereiro – Festa de IemanjáLocal: Rio VermelhoEste é o dia do povo de santo render homenagens à Rainha do Mar seja nas areias da praia, seja nas ruas e bares do Rio Vermelho. Nesta que é a maior manifestação religiosa pública do candomblé,  tem também baianos e turistas de todas as religiões agradando Iemanjá, com flores jogadas ao mar   e balaios de presentes. No final da tarde o grande presente é jogado ao mar por pescadores seguidos por um cortejo de dezenas de embarcações. Mas a festa não para por aí. Os visitantes varam a noite em festas localizadas em todos os cantos do boêmio bairro do Rio Vermelho.
03 de Fevereiro a 10 de Fevereiro – CarnavalLocal: Campo Grande/Castro Alves (Circuito Osmar),  Barra/Ondina (Circuito Dodô) e Centro Histórico (Circuito Batatinha)
20 de Fevereiro – Lavagem de ItapuãLocal: ItapuãLogo no início da manhã acontece um cortejo religioso pelas ruas do bairro com destino à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, quando baianas levam as escadarias do templo. A festa foi idealizada por antiga moradora do bairro, Dona Niçú e é mantida até hoje pelos seus filhos, que oferecem um café da manhã para os moradores do bairro. À tarde é a vez da farra dos blocos de chão e arrastões de moradores do bairro, além do tradicional desfile do Malê de Balê. Em 2009 ficou proibida a participação de  trios elétricos na lavagem.

BAIANA DE ACARAJÉ!

A baiana do acarajé

baiana.jpg
O símbolo maior da Bahia, as baianas de acarajé integram a paisagem mística da Bahia. Matriarcas generosas de muitos quitutes, além do tão celebrado acarajé, oferecem também abará, cocadas, bolinhos de estudantes, entre outras delicias de olhar e de comer. Componentes de paisagens das cidades, especialmente Salvador, são personagens urbanos, mulheres trabalhadoras, verdadeiras mantenedoras de famílias. O tipo social e cultural marca a vida de algumas capitais, projetando, pela roupa, pelo comportamento ético e pela oferta de comidas, traços relativos aos terreiros no cotidiano de milhares de pessoas, que identificam a baiana como uma síntese do que é afro.
 Hoje em Salvador, encontramos homens vendendo os famosos quitutes das baianas, e muitos evangélicos que comercializam o acarajé. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

História da Bahia!

A história da Bahia se confunde com a história do Brasil, pois foi nessa região que, em 22 de abril de 1500, o português Pedro Álvares Cabral avistou as terras, onde hoje se encontra a cidade de Porto Seguro, dando inicio a colonização européia na América do Sul.
Em 1534 a região começou a ser povoada. A presença dos jesuítas foi marcante na história da região. A cidade de Salvador foi fundada em 1549, pelo governador geral Tomé de Souza. Salvador foi a primeira capital do Brasil. A partir de 1573, dividiu esse título com a cidade de Rio de Janeiro, pois a coroa portuguesa resolveu estabelecer dois governos no país: o do Norte, cuja capital era Salvador, e o do Sul, cuja capital era o Rio de Janeiro. Essa divisão permaneceu até 1763, quando o Rio de Janeiro passou a ser a única capital do país.
Em 1587 a cidade de Salvador foi atacada por piratas ingleses, sem sucesso. Em 1612 foi a vez dos corsários franceses tentarem a invasão, também sem sucesso.
Nos últimos dias de 1599 foi a vez dos holandeses atentarem contra a região. As defesas conseguiram impedir o desembarque dos holandeses, enquanto foram levantados Fortes para aumentar a segurança. Porém, em 14 de abril de 1624, as defesas sucumbiram, e a esquadra holandesa, formada por aproximadamente 3600 homens, saqueou a cidade de Salvador.
Em 22 de março de 1625 chegou a região uma esquadra portuguesa, composta por 52 navios de guerra, entre outras embarcações, trazendo um exército de mais de 12 mil homens. Em 30 de abril do mesmo ano os holandeses concordam em desocupar a região. Os holandeses voltaram a ameaçar a região por diversas vezes: em 1640, 1647 e 1654.
A Bahia também foi cenário de outras disputas, como a Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates(que propôs a formação da Republica Bahiense, em 1798), a Revolta dos Malês (uma revolta de escravos africanos islâmicos, em 1834), a Guerra de Canudos (confronto entre o exército republicano e os sertanejos comandados por Antonio Conselheiro, em 1897-1897).
Atualmente, a Bahia é o sexto estado mais rico do Brasil. Sua cultura (música, ritmos, culinária, etc.) carrega muito de sua história.
Arquivado em: Bahia, História do Brasil
No final do século XVIII, países do mundo inteiro passavam por um intenso processo de transição política, motivados pelo ideal de liberdade, igualdade e fraternidade disseminado pela Revolução Francesa, que ocorreu em 1789.
Por mais que estourassem revoltas contra a colônia portuguesa no Brasil, muitas dessas organizações populares eram movidas por interesses particulares dos grandes donos de terra e da elite oposicionista. Na avalanche da Revolução Francesa, a Conjuração Baiana (ou Revolta dos Alfaiates) aconteceu em 1798 e tinha caráter emancipacionista: exigia, a qualquer custo, a independência do domínio português.
Quando Salvador deixou de ser a capital brasileira, acabou perdendo boa parte dos investimentos da Coroa e passou a ter papel secundário diante da nova capital, o Rio de Janeiro. A população baiana acabou sofrendo com a crise econômica do estado. A violência aumentava cada vez mais com o constante saqueamento de propriedades privadas e mercadorias.
A partir de então, as ideias radicais foram surgindo. Quem se destacou na propagação da revolta foi o médico Cipriano Barata. Ele organizou a população mais humilde, como escravos e pequenos camponeses, para difundir mensagens e panfletos incitando mais revoltosos para aderir à revolução.
Uniram-se ao levante de Barata mulatos, escravos, negros livres, comerciantes, artesãos, religiosos, soldados, setores populares e, especialmente, muitos alfaiates.
No movimento, destacaram-se os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, sob chefia militar do tenente Aguilar Pantoja, que contava com o apoio dos soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas Amorim Torres.
Percebendo o perigo de uma organização popular em grande escala, o rei de Portugal D. Fernando infiltrou homens de seu exército com os revoltosos e acabou surpreendendo-os. O rei conseguiu prender a maioria dos envolvidos e não hesitou em torturá-los.
Revoltosos mais pobres, como Faustino e Nascimento, foram condenados imediatamente à morte por enforcamento, enquanto que os intelectuais e mais abastados Barata e o professor Francisco Moniz foram absolvidos pela Coroa.
Apesar de não ter sido concretizado em sua totalidade, a Conjuração Baiana é considerada uma importante revolta popular. Muito além da pretensão de derrubar a monarquia, a revolta pôs em xeque as questões sociais do país e deu impulsão para o surgimento das primeiras campanhas abolicionistas do país.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuração_baiana
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u8.jhtm
http://www.historiabrasileira.com/brasil-colonia/conjuracao-baiana/
Dentre os diversos conflitos na História do Brasil Império, durante o período regencial (transição doprimeiro para o segundo reinado) aconteceu a Revolta dos Malês, mais precisamente na noite de 24 para 25 de Janeiro, no ano de 1835.
A revolta foi rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos, já que se tratava de um movimento dos escravos muçulmanos (malês), que se organizaram com a proposta de libertação de todos os escravos africanos que pertencessem à religião islâmica. Aconteceu na cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia, e teve a participação dos escravos pertencentes às etnias hauçá, igbomina e Picapó.
O plano de ação dos malês se constituiu a partir das experiências de combate que tiveram anteriormente na África e consistia em propostas como o fim do catolicismo, o assassinato e o confisco dos bens de todos os brancos e mulatos, a implantação de uma monarquia islâmica e a escravização de todos que não fossem muçulmanos, independentemente de sua raça. De acordo com seus planos, eles sairiam do bairro da Vitória e iriam até Itapagipe tomando as terras e matando os ‘brancos’, em seguida se reuniriam com os demais revoltosos para então tomar o governo. Tinham o objetivo também de divulgar sua religião e “conquistar” seus direitos. A ação seguinte seria a invasão dos engenhos de açúcar e a libertação dos escravos muçulmanos.
Há controvérsias sobre quem foi o autor da delação, mas o fato é que o plano dos malês foi delatado para um juiz de Paz de Salvador, e este rapidamente acionou os soldados das forças oficiais que, bem preparados e armados, cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos, antes mesmo de chegarem a Itapagipe. Neste local aconteceram violentos conflitos nos quais morreram setenta escravos e sete soldados. Foram presos cerca de 200 revoltosos, os quais foram julgados pelos tribunais. Alguns foram condenados a trabalhos forçados e açoites, outros foram enviados para a África, e os líderes foram condenados à pena de morte.
Dentre os pertences dos escravos foram encontrados livros em árabe e orações muçulmanas. Por conta do episódio, a partir de então o governo local decretou leis que proibiam a circulação dos muçulmanos no período da noite e a prática de suas cerimônias, alegando ter que evitar outras revoltas do tipo.
Apesar de ter sido reprimida com rapidez, a Revolta dos Malês mostrou a capacidade de rebelião que o povo tinha, ficando então a “ameaça” de novas revoltas durante o restante do período regencial e no segundo reinado.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_dos_Mal%C3%AAs
http://www.historiabrasileira.com/periodo-regencial/revolta-dos-males/
http://www.historiazine.com/2011/07/a-revolta-dos-males.html
Arquivado em: Brasil Imperial
O cenário era a Bahia do século XIX, quem governava o Brasil era Prudente de Morais. O Nordeste brasileiro serviu de palco para que ocorresse uma das mais significativas revoltas sociais da primeira República.
A rebelião conhecida como Guerra de Canudos deu-se em virtude da situação precária em que vivia a população, sem terra e obrigada a se submeter aos arroubos dos coronéis. As terras pertenciam aos grandes proprietários rurais – os conhecidos coronéis – que as transformaram em territórios improdutivos. Essa situação revoltou os sertanejos, que se uniram em torno de Antônio Conselheiro, o qual pregava ser um emissário de Deus vindo para abolir as desigualdades sociais e as perversidades da República, como a exigência de se pagar impostos, por exemplo.
Os moradores do arraial acreditavam ser ele um divino mestre, que já praticara até milagres. Antônio Conselheiro fundou o vilarejo denominado Canudos e os sertanejos e suas famílias para lá passaram a migrar. Vários fatores contribuíram para o desenvolvimento de Canudos. O clima seco castigava severamente a região, danificando o plantio de alimentos, secando os diques e matando os animais que não resistiam à falta de água. Os sertanejos também tentavam sobreviver, mas a cada ano milhares morriam de fome e sede. A maneira tão desumana de viver estimulava o surgimento de desordens e agitações sociais, transformando os camponeses em malfeitores que andavam em bandos pelos sertões do Nordeste, fortemente armados, apavorando as populações locais e invadindo as propriedades dos coronéis.
Antônio Conselheiro, entre outros devotos, propagava a salvação da alma e o povo tinha fé que seu messias os ajudariam a sair daquela situação precária. A igreja começou a perder seus fiéis para um falso religioso, na concepção do governo, e assim ele passou a ser malquisto pela Igreja. No ano de 1896, o arraial contava com mais ou menos 20 mil sertanejos que repartiam tudo entre si, negociando o excesso com as cidades vizinhas, adquirindo assim os bens e produtos que não eram gerados no local.
Mulheres e crianças: prisioneiros da Guerra de Canudos
Mulheres e crianças: prisioneiros da Guerra de Canudos
Os habitantes de Canudos precisavam se resguardar e decidiram então organizar milícias armadas, pois era de se esperar uma reação contrária da parte dos coronéis e da Igreja Católica. Enquanto a igreja perdia seus fiéis, os coronéis sentiam-se prejudicados com o constante deslocamento de mão-de-obra para Canudos, que prosperava a olhos vistos. A população abandonou a sociedade republicana convencional, que até então só a alimentara de falsas promessas, e partiu para na direção da nova sociedade que despontava. Mesmo sem nenhuma garantia, pois não havia falsas promessas, o que era mais honesto. Os padres e coronéis coagiram o governador da Bahia a tomar providências urgentes, eles queriam que o governo desse fim a Canudos. Os jornalistas e intelectuais também eram contra os moradores do arraial, pois entendiam que os mesmos desejavam a volta da monarquia, algo totalmente fora de propósito.

A Destruição de Canudos

Foram instituídas três empreitadas militares, que foram vencidas pelos seguidores de Antônio Conselheiro. Em virtude de tamanha dificuldade, o Governo Federal assumiu o comando. A quarta expedição foi organizada pelo então ministro da Guerra, Carlos Bittencourt, o qual recrutou cerca de 10 mil homens que, comandados pelo general Artur Costa, apoderaram-se de Canudos e promoveram um terrível massacre, no qual muita gente inocente morreu, principalmente idosos e crianças, que só buscavam uma melhor qualidade de vida. A Comunidade de Canudos foi arrasada no dia 05 de outubro de 1897, entrando para a história como o palco do mais intenso massacre já presenciado na história.
Arquivado em: História.

A Sabinada foi uma revolta ocorrida na Bahia durante o período imperial.
Quando Dom Pedro I deixou o cargo de imperador do Brasil, iniciou-se um período em que seu sucessor não possuía idade suficiente para assumir a liderança do Império. Este período foi chamado de regencial e foi comandado por várias pessoas, permitindo conflitos e questionamentos sobre a centralização monárquica e introduzindo questões sobre o federalismo republicano. Outro movimento que ganhou expressão foi a manifestação contra os portugueses, pois controlavam a maior parte do comércio e ocupavam a maioria dos cargos administrativos, políticos e militares. As manifestações eram no sentido de permitir aos brasileiros maior controle em suas terras, já que a independência completava mais de uma década.
Todo esse ambiente de questionamento se repetiu na capital baiana e culminou com a renúncia do regente Diogo Antônio Feijó, que não foi capaz de controlar as revoltas. O período no qual predominava o antilusitanismo foi também marcado pela chamada crise federalista.
A Sabinada foi um movimento cujo nome é proveniente do médico e jornalista Francisco Sabino Vieira. Ocorrido na capital baiana, Salvador, o movimento está inserido na tradição da Bahia pela autonomia política como acontecera com outros movimentos: Conjuração Baiana e Independência da Bahia, por exemplo. Sabino e seus apoiadores proclamaram a República Baiana, no dia 7 de novembro de 1837, representando um rompimento com o governo imperial da época. A província, então, negaria qualquer regência e só responderia ao Imperador Dom Pedro II, quando tivesse idade suficiente para assumir seu cargo. Os revoltosos tomaram o Forte de São Pedro e o Governo Provincial tentou combate-los enviando tropas do exército. Os soldados representantes do governo, contudo, acabaram aderindo ao movimento dos revoltosos, o que forçou a saída do Presidente da Província e do Comandante das Armas em busca de refúgio.
O movimento foi se expandindo gradativamente e conquistando adeptos. O prédio da Câmara Municipal foi ocupado. Francisco Sabino liderava o movimento pela formação de um estado republicano na Bahia e defendia que seu presidente fosse o advogado Inocêncio da Rocha Galvão, que estava exilado, e que seu vice fosse João Carneiro Rego. Construiu-se toda uma organização administrativa do novo estado republicano e Salvador foi dominada por aproximadamente quatro meses, até março de 1838. Mas o movimento não foi apoiado pela classe mais baixa da sociedade naquele momento, os escravos, e nem mesmo pelas elites. Mantendo-se característico da classe média urbana. Sem contar com um desses dois apoios, o Governo Imperial agiu com rigor. A repressão isolou a cidade de Salvador e o ataque causou a morte de mais de cinco mil pessoas e os rebeldes capturados foram julgados posteriormente pelos latifundiários da região, que abusaram de crueldade. Alguns dos líderes morreram durante o ataque do Governo Imperial, mas Francisco Sabino ficou preso na Fazenda Jacobina, em Mato Grosso, local que era muitos distante e pouco habitado, na época. Já outros líderes conseguiram escapar e integraram, mais tarde, a Revolução Farroupilha. Como é o caso de Daniel Gomes de Freitas e João Rios Ferreira, por exemplo.
Atualizado em 09/03/2012
Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142008000200024&script=sci_arttext
http://www.jstor.org/pss/2516658
Arquivado em: Brasil Colônia, História



Maria Quiteria


Monumento a Maria Quitéria no Largo da Soledade, em Salvador. Homenagem a uma das heroínas nas lutas pela Independência. Maria Quitéria de Jesus Medeiros (1792-1853) alistou-se, disfarçada de homem, no Exército Brasileiro para lutar pela Independência do Brasil. Combateu com heroísmo nas batalhas da Barra do Paraguaçu, Pituba, Itapuã e outras. Recebeu de D. Pedro I a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Foi a primeira mulher a fazer parte de uma unidade militar no Brasil.
O monumento é uma escultura em bronze, de José Pereira Barreto, com pedestal de granito, inaugurado em 21 de agosto de 1953, no centenário de sua morte.